Tecnologia em pequenas empresas não é luxo: é sobrevivência (e as grandes que se cuidem!)

Existem algumas ideias equivocadas sobre o mundo de tecnologia digital. Talvez a mais comum seja que os investimentos nessa área são um custo para a empresa. Outra é que apenas grandes companhias têm capacidade de investir e também de ter ganhos com isso. As duas vêm de tempos em que era necessário criar grandes estruturas de equipamentos, software e pessoal de TI. Mas isso é passado! A realidade atual é completamente oposta: qualquer empresa, mesmo as pequenas, consegue investir em tecnologia de ponta e tirar grande proveito disso. E tem mais: longe de ser um custo, é uma ferramenta de produtividade crítica!

Não é papo de vendedor. A tecnologia está mais acessível que nunca. Ela permite que jovens empreendedores sonhem e executem modelos de negócios inovadores, que posicionam suas empresas como concorrentes ferrenhos de corporações centenárias. E muitos deles já estão levando a melhor sobre os modelos tradicionais em segmentos como varejo, comunicação, indústria eletrônica, finanças, transporte, hospedagem, educação, saúde, entre tantos outros. Assistimos a empresas-bebês colocando concorrentes-dinossauros para fora do mercado.

Presenciei isso muito de perto sendo Mentor de Conteúdo do SAP Forum, na terça e na quarta passada. Para se ter uma dimensão desse evento, é o segundo maior da empresa no mundo, perdendo apenas para o Sapphire, que acontece nos EUA. O Forum reuniu mais de 8.000 profissionais, que puderam acompanhar 452 sessões de conteúdo, showcases e workshops. Apesar de tantos números maiúsculos, uma das coisas que mais me chamou a atenção foi a diversidade nos expositores e especialmente no público: muita gente buscando jeitos criativos de usar a tecnologia em seus negócios, mesmo os pequenos.

Tanto é verdade que Cristina Palmaka, presidente da SAP Brasil, destacou o tema na entrevista que me concedeu, transmitida ao vivo do Forum e que pode ser vista acima (10 minutos): “falar de inovação não é mais uma vantagem ou um luxo das grandes companhias.” Para a executiva, muitas pequenas empresas veem a tecnologia como seu diferencial. “Se as empresas não estiverem olhando todo esse arcabouço tecnológico, elas terão um problema sério de existência”, explica.

Isso não é ficção científica: está totalmente integrado ao nosso cotidiano, graças a empresas que foram criadas seguindo o que Palmaka disse. Por exemplo, usou o Uber nos últimos dias? Navegou pelo Facebook? Fez uma busca no Google? Comprou no Mercado Livre? Hospedou-se pelo Airnnb? Assistiu a algo no Netflix? Pagou pelo Nubank? Todas essas empresas hoje são colossais, mas surgiram de usos criativos da tecnologia para atender a necessidades ou ideias geniais de seus criadores, às vezes com investimentos mínimos. Se tivessem tentado fazer as coisas do jeito “tradicional”, sem aproveitar a tecnologia que tinham a sua disposição, provavelmente nunca teriam progredido.

Mas então é só sair usando a tecnologia digital para se dar bem?

 

Não deixe a zona de conforto matar você

Claro que a tecnologia digital por si só não resolve nada! Se fosse assim, teríamos muito mais empresas geniais por aí. Só que isso não acontece.

Tudo porque ela é apenas uma ferramenta. Um martelo –que também é tecnologia– pode ser usado para bater pregos ou quebrar pedras. Mas, na mão de um artista, serve para esculpir mármore e criar uma obre de arte.

O grande desafio, portanto, está na cabeça do empreendedor. “As resistências internas são culturais”, diz a presidente da SAP. E essa turma que prefere ficar na sua zona de conforto, mesmo sabendo que ela está com os dias contados, normalmente credita sua inércia a supostos altos custos e à dificuldade de se adotar novas tecnologias.

Nada mais equivocado! Elas estão muita mais baratas, graças a inovações como a “computação na nuvem”, que dispensa pesados investimentos em aquisição e manutenção de equipamentos. Do lado do software, a compra de caras licenças vem sendo substituída pelo conceito de “software as a service”, ou seja, agora se aluga o sistema, ao invés de comprá-lo. Até mesmo o uso e implantação foi simplificado. Empresas como a própria SAP e seus concorrentes ajudam nessa tarefa, agilizando todo o processo.

“Talvez, para começar pequeno, controlar em uma planilha está ok”, sugere Palmaka. “Mas, a partir do momento em que você sai da centralização das informações em pessoas e começa a crescer, você precisa ter a garantia de que os sistemas vão te dar essa robustez”, afirma.

Mas então o que escolher nesse vasto cardápio tecnológico?

Use tudo –e apenas– o que você precisa

Não é porque nova tecnologia está disponível, que temos que adotá-la, seja ela nova ou já estabelecida. O sucesso desses investimentos passa também por conhecer todas as opções e escolher tudo –e apenas– aquilo que pode agregar valor ao nosso negócio.

“Empresas diferentes vão ter ideias diferentes para avançar seus negócios e para inovar”, explica Luis Cesar Verdi, Chief Customer Officer da SAP na América Latina, e responsável na região pelo SAP Leonardo, a estrela desse Forum.

“Inovação significa fazer coisas diferentes agregando valor ao negócio, agregando valor ao cliente”, explica Verdi. “Pequenas empresas também fazem isso; médias também.”

O próprio Leonardo não pode ser caracterizado como um produto convencional. Ele é um conjunto de tecnologias –big datamachine learningInternet das coisasblockchain, sistemas analíticos– que funcionam de maneira integrada, mas que podem ser contratadas individualmente, de acordo com as necessidades de cada cliente.

“O cliente não compra, ele assina esses serviços”, diz o executivo. “E ele vai contratar na medida de sua necessidade: empresas pequenas vão contratar menos; empresas maiores vão contratar mais.”

É interessante notar que a SAP ou qualquer outra empresa não produz toda a tecnologia necessária para qualquer cliente. Por exemplo, os equipamentos necessários para o uso do módulo de Internet das coisas do Leonardo necessariamente vêm de outros fabricantes. E isso é uma das belezas dessa nova forma de investir em tecnologia digital: as empresas, qualquer que seja seu porte, não precisam mais ficar atreladas a um único fornecedor. É possível combinar as soluções mais adequadas para cada necessidade.

“O que chegou é justamente a necessidade de inovar e aproveitar as novas tecnologias para criar novas formas de se comunicar com o cliente, novas formas de agregação de valor, desintermediação e comunicação direta com os consumidores”, explica Verdi.

Você pode estar dizendo para si agora: “ah, mas isso não é para mim. Eu sou pequeno demais para qualquer uma dessas coisas!”

É mesmo? Você é menor que os vendedores ambulantes da areia da praia? Pois muitos deles já carregam terminais 4G para aceitar cartões. E assim não perdem mais vendas porque o cliente está sem dinheiro vivo.

E então, qual será a sua postura com relação a investimentos em tecnologia digital?

 

Fonte: http://brasil.estadao.com.br/blogs/macaco-eletrico

Fundação CEFETMINAS lança FCM-Tech promovendo Seminário de Inovação

O CEFET-MG e a Fundação CEFETMINAS promoveram, no dia 10 de novembro, o Seminário de Inovação- Desafios e soluções para processos de alto desempenho, no auditório do campus II.  Com participação dos professores do CEFET-MG, convidados do setor de inovação de empresas e organizações e órgãos competentes no assunto, o seminário abordou a inovação em dois painéis.

O Professor Flávio Santos, diretor do CEFET-MG, abriu o seminário expondo as expectativas na parceria com a Fundação CEFETMINAS em função de sua nova gestão. Em seguida o Diretor presidente da Fundação CEFETMINAS, Professor Paulo Almeida, falou sobre o lançamento da FCM TECH, novo segmento de atuação da FCM, que chega para acelerar o processo de inovação nas empresas e organizações, com abordagens inéditas e o desenvolvimento de projetos integrados.

Abrindo o painel desafios, Ricardo Ruiz, vice-presidente do INDI comentou de forma esclarecedora sobre a agenda de inovação em Minas Gerais e a atuação do Estado no cenário da inovação no país. Para demonstrar, trouxe dados relevantes referentes a Indústria no estado. A exposição foi uma reflexão sobre como nos posicionamos no mercado nacional e quais os desafios que as empresas de pequeno, médio e grande porte enfrentam.

Dando continuidade as apresentações, o Professor Paulo Beirão, Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da FAPEMIG, descreveu a atuação da Fapemig para incentivar projetos de inovação relacionados à pesquisa e os cases de sucesso nas parcerias com empresas. Para concluir o Sr. Renato Ciminelli, Assessor de Marketing Tecnológico da Fundação CEFETMINAS, falou de maneira realista e provocadora sobre a dificuldade em inovar no Brasil, em especial no setor da mineração, tema no qual é especialista.

O painel soluções teve início com a dinâmica palestra do managing director da Accenture,  Constantino Seixas,  contextualizando os presentes sobre o processo de inovação no mundo em um paralelo com o Brasil e  demonstrando como funciona a Industria 4.0 na prática. Posteriormente o Cônsul do Reino Unido em Belo Horizonte, Thomas Nemes, se pronunciou sobre a o sucesso da parceria entre os pesquisadores do Reino Unido e Brasil e da admiração dos ingleses em relação aos estudantes brasileiros que realizam intercâmbio nos países do Reino Unido. Ressaltou também a importância da mutua colaboração, e os incentivos e investimentos que proporcionados por seu governo para a  pesquisa e inovação em parceria com outros países.

Dando sequência ao seminário, Rodrigo Freitas, gerente geral de mineração da CSN falou sobre o plano adotado para estimular a inovação e como vem sendo o processo de implementação.  Para finalizar, os engenheiros técnicos da Gerdau, Nivaldo Agostinho e Marlon Gouvêa, trouxeram uma exposição sobre as tecnologias utilizadas na Gerdau, que estão em processo bastante avançado, contanto sobre as usinas digitais e demonstrando o funcionamento do Sistema de Monitoramento e Diagnóstico Online utilizado pela empresa.

Após os dois painéis houve interação com a plateia através de perguntas e debate com os participantes. Segundo o Diretor presidente da Fundação CEFETMINAS, Professor Paulo Almeida, “ O evento de lançamento do segmento FCM-Tech foi bastante proveitoso para todos os presentes. De um lado, profissionais do setor produtivo puderam ter uma visão bem objetiva, a partir da apresentação do Constantino Seixas da Accenture, do estado de maturidade e da penetração das ferramentas de Internet das Coisas em escala mundial na indústria em geral. Por outro lado, professores e alunos do CEFET-MG e outros presentes tiveram a oportunidade de ouvir interlocutores de órgãos oficiais estratégicos para a inovação em nosso estado, como o INDI e a FAPEMIG, do setor produtivo e de organismos internacionais, acerca dos desafios e soluções para a inovação nos dias atuais. Neste contexto, a Fundação CEFETMINAS se propôs a atuar como um elemento catalisador de oportunidades de parcerias de base tecnológica entre o corpo docente do CEFET-MG e empresas/indústrias do setor produtivo no nosso estado, com foco na modernização dos processos, aumento da eficiência e da sustentabilidade. A estrutura capilarizada e interconectada das unidades do CEFET-MG no estado de Minas Gerais nos coloca presentes nos principais territórios”.

Mais informações sobre a FCM Tech : www.fcmtech.fundacaocefetminas.org.br